segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Personalidade Senso Comum


Há pouco pude ouvir um elogio, me disseram que poderia ser crítica!
Isso me assustou.Estou sempre acostumada a falar, mas nem sempre para ser ouvida,ser crítica é ter uma opinião final sobre algo,o que implica em ter um conhecimento geral, não só sobre determinado assunto, e sim sobre tudo.Talvez não pedissem que eu conhecesse tudo, essa pessoa não existe a desde 2010 anos atrás,mas basicamente teria de ser uma pessoa a frente.
Aí comecei a pensar, que como todos sou uma espécie de metamorfose, não me incomodo de ser assim, pelo contrário me decepcionaria se de fato não fosse, para mim é importante mudar de conceito.Da mesma forma vejo que se tratando de gostos, de musicas, de filmes, livros,artes, não há de fato um discernimento que separe com clareza o que é "bom ou ruim", o que existe são coisas diferentes e pessoas diferentes,existem também momentos diferentes, e da mesma forma fases diferentes.Ninguém ouve na maturidade o que ouvia na adolescência, pois experiências são atribuídas a nossa herança de personalidade.
Portanto posso dizer que de fato, o que é interessante para mim, pode ser parafernália de mau gosto para outros, mas ao mesmo tempo cheguei a seguinte conclusão, que se de fato tivesse a palavra final, a maioria me seguiria.E por que?
Alguns de nós foram criados, com a limitação de ser diferente, os tempos de ditadura impuseram nos cidadãos a medíocre idéia de que uma nação construtiva não deve ter opiniões.Assim que ganhamos nossa alforria, gritamos, mais se libertou de fato as camadas cuja informação fluente, construiu uma consciência inteligente, erguendo diariamente os muros da personalidade, podendo por fim qualificar em seu entendimento o que é bom ou ruim.Infelizmente grande parte da população não adere a prática de se informar com as novidades que o mundo traz a cada segundo e isso fez da personalidade delas um senso comum.Vemos então os jovens modernos, seguindo grupos,vemos as pessoas lendo os mesmos livros,assistindo os mesmos filmes,escutando as mesmas músicas, o que se dizer quando a unicidade está extinta?
Estamos perdendo, a mídia e a "trama da modinha" está massacrando os novos artistas, a maioria não se interessa pelo que merece credibilidade.Fazer sucesso deve significar estar no centro, e nossos grandes talentos, que formam a verdadeira cultura brasileira, não estão na cabeça dos jovens.
Desde então, estou aqui, não sou de fato um talento, mais me oponho ao modismo que se alimenta de uma única personalidade.Porque somos o que somos, e quando todos vão embora, quando só resta eu, me sinto independente de tudo, não faço nada por ninguém,e quanto mais cresço, sei que apenas construo a minha imagem, e não de um grupo,ou movimento.

Minha Geléia

Sou de Lua
Como já disse me jeito
Meu modo de agir
Minha verdade é nua
Só deixo minha imaginação fluir
Não que seja ruim
Embora me considerem variante
Prefiro sempre ser
Aquela metamorfose ambulante
Como já disse o grande Seixas
Quando batia muito bem da idéias
Pra mim a vida se compara a um grande pote de Geléia
Que é doce mais enjoa
Por isso preciso de algo mais
Pra adoçar minha boca pra eu viver em Paz
Não que tristeza seja ruim
Mais que com ela se aprende
Não se pode ser perfeito em tudo
E se tornar por fim indiferente
Isso só é permitido a quem nos criou
Ao qual acredito piamente
Se não acreditasse penso que seria um erro indigente
No que quero me apego
No que não Amanhã ja esqueço
Não durmo em cama de pregos, lá apenas adormeço
Olá , blog renovado...
vou postar aqui alguns artigos antigos como esse abaixo escrito no dia 1°
beijos

As 3:30 da Manhã


Estava dormindo,mergulhado em um sono leve e inconstante,ouvia gritos,saboreava risos, tal qual sentia abraços, talvez vivesse mais dormindo do que acordado, porém diferente de outros sons que me rodeavam outro tintilintava minha janela como que num acorde,talvez quisesse minha atenção, mas diferente de outras circunstâncias, pude perceber que a tinha prendido com destreza.Abri meus olhos ainda sedentos de sono,como se não possuísse o próprio controle de meu corpo, tive preguiça,levantei-me ainda com os olhos se fechando diante da escuridão que me cercava, eram 3:30 da manhã com os pés descalços fui sentindo minha presença novamente,com os calcanhares levantados ,lutava por pouco menos de barulho, já que bastavam aqueles que vinham de fora.Senti uma brisa,me arrepiou os poros, e encontrei foco eu uma janela aberta.Dançando com o vento,a janela, se debatia contra os galhos vivos de uma árvore velha que nascera há anos frente minha casa quando ainda não era minha.Fitei o ambiente escurecido,certifiquei-me de que nada havia ao meu redor,eu meu pensamento uma pergunta foi lançada:- De quem seriam os gritos,risos,abraços ?
Fiquei inseguro, ainda acordado lancei olhares sobre meus pés e mãos,sim eu estava acordado e em pé, com certa angustia levei-me até a janela que se permanecia batendo.
Como em um sonho inquietante vi minha vida, em vezes que gritei, que sorri, chorei...os belos abraços e vezes que amei, momentos de cores exorbitantes, saltavam aos olhos, questionei-me se estes que funcionavam de maneira extraordinária eram meus,sim, realmente eram,pois viam tal qual eu.Vi um tempo que ja não pertencia a mim, momentos já lançados em minha história, saudades marcadas com dores e carimbos,sorrisos de uma vida a dois,a três, a quatro, a grupos, amigos em suas diferentes personalides, bebendo os minutos com goles de sede,beijando a alegria com paixão, sentindo com voracidade,e ví me pouco, neles.Não me ví em uma conto de Natal, onde seria visitado pelos espíritos do passado, do presente e da morte,talvez houvessem explicações científicas para isso, como um repentino distúrbio.Distúrbio este que me deleitava, revivendo minhas escolhas,minhas experiências e paixões.Lembrei-me da noite passada em que tinha dormindo sob minhas lágrimas de angústia, e então percebi que tudo que via ja havia se passado, mais ainda era feliz.Fechei a janela, ainda vendo o reflexo das belas cores no piso frio da sala,cores ao qual eu mesmo havia pintado os momentos, virei me, andei até meu quarto,mais tranquilo pois os sons que escutara viram de mim, não poderiam ser audíveis aos outros,pensei agora :- O amanhã me aguarda para viver.
O um novo ano me aguarda para viver!