segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

As 3:30 da Manhã


Estava dormindo,mergulhado em um sono leve e inconstante,ouvia gritos,saboreava risos, tal qual sentia abraços, talvez vivesse mais dormindo do que acordado, porém diferente de outros sons que me rodeavam outro tintilintava minha janela como que num acorde,talvez quisesse minha atenção, mas diferente de outras circunstâncias, pude perceber que a tinha prendido com destreza.Abri meus olhos ainda sedentos de sono,como se não possuísse o próprio controle de meu corpo, tive preguiça,levantei-me ainda com os olhos se fechando diante da escuridão que me cercava, eram 3:30 da manhã com os pés descalços fui sentindo minha presença novamente,com os calcanhares levantados ,lutava por pouco menos de barulho, já que bastavam aqueles que vinham de fora.Senti uma brisa,me arrepiou os poros, e encontrei foco eu uma janela aberta.Dançando com o vento,a janela, se debatia contra os galhos vivos de uma árvore velha que nascera há anos frente minha casa quando ainda não era minha.Fitei o ambiente escurecido,certifiquei-me de que nada havia ao meu redor,eu meu pensamento uma pergunta foi lançada:- De quem seriam os gritos,risos,abraços ?
Fiquei inseguro, ainda acordado lancei olhares sobre meus pés e mãos,sim eu estava acordado e em pé, com certa angustia levei-me até a janela que se permanecia batendo.
Como em um sonho inquietante vi minha vida, em vezes que gritei, que sorri, chorei...os belos abraços e vezes que amei, momentos de cores exorbitantes, saltavam aos olhos, questionei-me se estes que funcionavam de maneira extraordinária eram meus,sim, realmente eram,pois viam tal qual eu.Vi um tempo que ja não pertencia a mim, momentos já lançados em minha história, saudades marcadas com dores e carimbos,sorrisos de uma vida a dois,a três, a quatro, a grupos, amigos em suas diferentes personalides, bebendo os minutos com goles de sede,beijando a alegria com paixão, sentindo com voracidade,e ví me pouco, neles.Não me ví em uma conto de Natal, onde seria visitado pelos espíritos do passado, do presente e da morte,talvez houvessem explicações científicas para isso, como um repentino distúrbio.Distúrbio este que me deleitava, revivendo minhas escolhas,minhas experiências e paixões.Lembrei-me da noite passada em que tinha dormindo sob minhas lágrimas de angústia, e então percebi que tudo que via ja havia se passado, mais ainda era feliz.Fechei a janela, ainda vendo o reflexo das belas cores no piso frio da sala,cores ao qual eu mesmo havia pintado os momentos, virei me, andei até meu quarto,mais tranquilo pois os sons que escutara viram de mim, não poderiam ser audíveis aos outros,pensei agora :- O amanhã me aguarda para viver.
O um novo ano me aguarda para viver!

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