O Sol já vai se por, e nossos bichinhos indigentes já se guardam, eles estão se fechando dentro de nós mesmos.As dores agora são só nossas, e não há intenção de sermos importantes, não tememos a decepção, a desilusão, a confusão.
Simplicidade
Silencio
Eu me peguei ao som energizante de uma gaita, fechei meus olhos, e elas davam som a minha respiração, tecendo tons diferentes, tal qual um fim de tarde, que pinta o céu de amarelo,laranja,roza e azul.
Apalpei a textura de meus sentimentos, analisei as nuvens do céu, luz, Lua, estrelas
que já se cansaram de passar despercebidos ,eles também querem ser admirados mais.
Procurei pretextos, para desconfiar de mim, vasculhei todos meus armários, não encontrei uma mentira plausível, eu ainda sou sincera comigo mesma, se deveras sangrei,e chorei, e sorri, e voei, é porque sinceramente as fiz.
Propus mudanças, para me testar,me reafirmar, mas cada vez que vasculho minha alma, mais cacos encontro.Cacos, de pessoas, de momentos e pensamentos, perdidos em arestas da minha vida, ser singular equivale a ser igual a todos, e ao mesmo tempo incomum.
A solidão é o estado comum de cada um?
Eu guardo segredos, meias verdades para os amigos, verdades meias para familiares,e eu sou o meio disso, meu próprio confidente, minha própria brecha onde só há eu, de onde não posso fugir, sozinha.
Quero subir em um lugar bem alto, pra fugir do mundo mesmo, minha consciência não me doe mais, ela não me magoa, não me surpreende também.
Assim posso me sentir menor ainda , mas posso ver o que há de maior, que é simples.
Ser feliz
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