
Na noite longa e quente eu fujo,faço mais sentido na escuridão,nas estrelas vejo meu refugio, Lua dourada que acolhe meu coração,posso estar sozinha presa em meu mundo, vejo a beleza pelos olhos de quem não viu, sou feliz e me aventuro sentir o calafrio do vento frio.
Vejo meus passos desritmados, pedindo um estranho apoio, posso não ter nunca me acostumado, com o andar desse arroio, segundos e mais segundos, vivendo em uma utopia, piscadas e olhares mudos de quem respira sem arritmia.
Noite a dentro e me perco , no clarão de um estalo, espasmo,de quem aprendeu a ser feliz, cochichos mal feitos, retratos mal falados e vozes alteradas, me derrubam me abatem de um lugar que não é meu, vento frio sopro do Oeste, no breu da Vida sou Cabra da Peste, que essa lágrima que me escorre seja como o orvalho, orvalho de flor campestre, para não forçar- me a pensar, ver e ter que enxergar, que posso nunca me entender, e que sempre tentarei me encontrar.
Então que eu esteja, num lugar que ninguém veja , entrego minha alma de bandeja para quem se preocupe dela cuidar, meus sentimentos guardados trancafiados dentro de uma gaveta , minha alegria minha agonia, uma colisão e o silêncio dos cometas, astros se fazendo de protagonistas, porque sou vida, em qualquer estado, cheiro ou odor, sou teu tédio, teu amor , e sou um nada , reflexo de vento em espelho d'água, sou a simplicidade de saber ser feliz.
Sou como o desvio, que nunca pode ser igual, sou matéria fina em corpo animal, não de rara importância, sim de rara impotência, sou o segundo vão, sua breve existência.
Caminho encoberto de pessoas e multidões, olhares dispersos ,corações encobertos, de dor, de rotina, de devaneios e muitas paixões .
Uma gota no asfalto, e o vapor voltando para o céu, palavras e lágrimas escorrendo, silencio com aparência de véu, cobrindo um-a-um, cada um de nós.
Pétala de vida, olhares e lembranças, cores de primavera, gargalhadas de criança, esperamos uma nova era. O calendário é meu manifesto de vida, cada segundo é um protesto, estamos cegos em um mundo, de francos e perversos, estou sorrindo e cantando, para poder viver em paz, só o amor que posso dar aos outros, pode me fazer viver mais.
Se tudo fosse sonho, de uma realidade onipresente, quero viver em paralelo, um sonho condescendente,
para não perder um piscar , de nosso verdadeiro presente.
[Viver]
Nenhum comentário:
Postar um comentário