domingo, 21 de novembro de 2010

Vida de Viajante





Vida de Viajante
É meu olhar
Não sou dessa época
Desse estado
Desse país
E eu não sei quem sou
Nós e nossos pés percorremos muito
E sabemos que muito para os pés
É nada
Estou sentindo que muito fica para traz
E que a sinalização esta ruim neste trecho
Meus amigos mudaram a direção
Meus queridos estão desfalecendo
Estamos falecendo
De câncer, de derrame, de AIDS, de amor
Em qual momento nos perdemos?
Eu perdi minha entrada
Estrada sem retorno
Deixando nossas marcas em asfalto
Quando é a hora de parar?
Vida de Viajante
Que não espera repouso
Marchando para a vida
E ao mesmo tempo
Contra ela
Você pode ser inesquecível para mim
Para nós
Se nos ensinar um passo novo
Você sabe que uma lágrima no nosso rosto
Rolará até o asfalto
Quando nos disser que se cansou de andar
Estaremos caminhando com um pouco da sua experiência
Com você
Mas sabemos que não paramos
O tempo define este momento
E ele nada é
A humanidade é mais complexa do que esse relógio pulsante
Deus sabe o quanto
Não foi ele que nos encorajou a marchar?
Fugindo do passado
E largando o presente pra traz
apenas
Marchando para o sol

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